Paróquia São José - Mais de um centenário de comunidade

Período de 1893 a 1976
Desde 1893 um grupo de famílias se reuniu para a construção de uma pequena capela dedicada a São José. A comissão era composta pelos senhores, major Cattapreta, Capitão Claudino Pinto, Carlos Rohn e Antonio Pereira Figueiredo. A partir daí a capela passou a ser o centro de culto católico em Ribeirão Pires.

Quando os padres escalabrinianos assumiram a direção da paróquia de São Bernardo, a qual era subordinada a nossa região, decidiram ampliar a primitiva capela, para que pudesse atender melhor a afluência dos fiéis devotos. Entre os padres que mais empenharam nessa tarefa é lembrado o Pe João Rabaioli. Com sua saída, por motivo de transferência, as obras da capela foram interrompidas, sendo retomadas por iniciativa de Antonio Ferraz e Virginia Viamo.

Em 1908 estava pronta a nova capela de São José, tendo Dom Duarte, bispo da diocese de São Paulo, concedido, em data de 25 de fevereiro daquele ano, provisão para sua bênção.

Em 1909 foi chamado para Ribeirão Pires, o Pe. Luiz Capra. No entanto, o primeiro vigário de nossa paróquia foi o Pe. Tarcisio Zanotti, que tomou posse em 25 de março de 1912. Ele ficou apenas um ano. Como não havia substituto para ele, a paróquia ficou subordinada à Santo André. O Padre Capra, pároco de Santo André, tendo recebido o Pe. Francisco Navarro como coadjutor, enviou-o para Ribeirão Pires, com o propósito de construir a casa paroquial. Assim, com a casa, o bispo D. Duarte já pode nomear em 1913 um novo pároco para nossa cidade, que foi o Pe. Francisco Navarro, que tomou posse no dia 14 de setembro daquele ano. O número de paroquianos de São José de Ribeirão Pires era de mais ou menos 7500.

Em novembro de 1913, a Matriz recebeu a primeira iluminação elétrica. Nesta época as capelas que pertenciam a paróquia eram: Igreja do Senhor Bom Jesus do Alto da Serra (hoje Paranapiacaba), Igreja Nossa Senhora do Pilar, Capela Monumento de Jesus Redentor de Campo Grande, Capela de Santa Cruz de Rio Grande (Hoje Matriz S. Sebastião de R. Grande da Serra), Capela Santa Cruz em Ribeirão Pires que pertencia ao Sr. Antonio Ferraz Nápoles e Capela Santana de propriedade de Santo Gianasi, hoje Paróquia de Santana.

Em 1917 o Pe. Navarro apresentou os desenhos para ampliação da Igreja Matriz.

Entre os anos de 1917 e 1922, a nossa Paróquia teve como pároco o Padre josé Chiappa que, na época, solicitou à Paróquia da penha, auxilio para que enviasse para cá, missões e ajuda na condução paroquial. Dessa forma, naquele período, a Paróquia deixou de pertencer à missão scalabriniana e ficou subordinada à Paróquia da Penha em São Paulo.

Em 1921, os Scalabrinianos voltaram a assumir a Paróquia com o Pe. Salvador Leonardi. Em 1923, quando deixou de estar subordinada à Paróquia da Penha, foi nomeado pároco o pe. Carlos Porrini. Pe. Porrini viveu momentos difíceis na Paróquia, sendo que sua gestão foi interrompida por três vezes, assumindo o Padre Pedro Negri nos períodos vacantes.

Ele teve muitas dificuldades com as irmandades, principalmente com a do Bom Jesus do Alto da Serra ( Hoje Paranapiacaba). Ele estimulou a criação do Apostolado da Oração e da Congregação Mariana nas comunidades. Padre Porrini construiu a casa paroquial e fez a reforma e pintura da Igreja Matriz.

Em 1928, assumiu a paróquia o Padre Marcos Simone, um dos veteranos da obra Scalabriniana em São Paulo, que na ocasião tinha 61 anos de idade. Ele permaneceu à frente da Paroquia até 1941, ou seja, por 13 anos. A sua obra mais importante foi a fundação do Asilo Nerina Adelfa Ugliengo, graças a generosidade do Comendador João Ugliengo. O Asilo e a escola foram confiados às Irmãs Filhas de São José em princípios de 1932.

Em 1941, foi nomeado pároco de ribeirão Pires o Padre Luiz Corso, sacerdote moço que iniciou as atividades com bastante boa vontade. Recebeu como coadjutor o Padre Antonio Negri.

Nesta época, a Paróquia de ribeirão Pires também incluia a capela de Mauá (hojr Matriz Imaculada Conceição). Com a vinda do Pe. Negri, este se dedicou quase exclusivamente a Mauá.

Foi durante a gestão do Pe. Luiz Corso que houve o problema da implantação da igreja brasileira no território de sua jurisdição, sendo que em 1946, a associação chamada "Amigos de Santo António", separou-se da igreja Católica Romana e chamou para celebrar missa um padre excomungado da religião católica livre.

Em 1943 foi iniciada a campanha de fundos para construção da nova Igreja matriz. Em dezembro do mesmo ano, foi inaugurada a sua nova fachada em que se comemorava o seu cinquentenário.

Em janeiro de 1945, iniciou-se a construção da nova casa Paroquial, concluida no mesmo Em 1946 veio como coadjutor o padre Antonio Cervini (Pe. Antoninho). Em 1947 foi inaugurado o salão paroquial e naquele ano foi lançado o alicerce para a nova igreja.

Em 16 de maio de 1947, depois de ter atuado na paróquia durante seis anos e meio, Pe. Luiz Corso deixou Ribeirão Pires, vindo a assumir o Padre Fernando Sperzagni.

Pe. Fernando tentou animar os fiéis através das festas, das associações e das práticas de piedade. Ele levou em frente a construção da nova igreja. Sob sua gestão foi construido o paredão de pedra ladeando o terreno da igreja.

Pe. Fernando tentou, em vão, com muita diplomacia, dialogar com o grupo ligado à Igreja brasileira que havia tomado posse da capela Santo Antonio no morro do Mirante.

A vida paroquial durante os anos em que Padre Fernando esteve entre nós, foi marcada principalmente pela construção da igreja. Porém outras atividades importantes aconteceram naquele período, como a grande concentração de todas as crianças da arquidiocese de São Paulo, sob a égide da Cruzada Eucarística Infantil, no ano de 1952 em nossa paróquia. Tevemos, em 1953, as missões em preparação espiritual dos festejos do quarto centenário da cidade de São Paulo. Tivemos ainda, a criação da paróquia de Mauá, que até então era subordinada a Ribeirão Pires; para o desmembramento da paróquia, nossos padres aceleraram a construção em alvenaria da igreja de Mauá para entregá-la em junho de 1953 ã arquidiocese de São Paulo, pois ainda não tínhamos a Diocese de Santo André.

Foi em 1954 que foram concluidos os trabalhos internos da Matriz. Tudo estava pronto para a festa de São José e a inauguração da nova Igreja. O Padre Fernando, deixou registrado no Libro Tombo da Matriz o seguinte relato:

"Depois de intensa preparação espiritual, com novena e pregação, no dia de São José foi inaugurada a igreja Matriz pele Eminentíssimo Sr. Cardeal Carmelo de Vasconcelos Mota. Estava presente uma imensa multidão que, satisfeita, louvava a Deus por esta realização. Foram padrinhos o Sr. José Gomes Fernandes e Exma. Sra. Dona Nice Salgueiro Fernandes, os senhores Fioravante Zampol e Lauro Gome, respectivamente prefeito de Santo André e São Bernardo do Campo. A Santa Missa foi rezada pelo Rvdo. Padre Mario Rimondi, superior provincial dos Missionários de São Carlos. No Evangelho, Sua Emcia. Pronunciou comovida oração sobre as festividades e teceu louvores ao glorioso patrono São José. À tarde, uma esplêndida procissão finalizou este dia que realmente é um marco na vida paroquial de ribeirão Pires" (1L Tombo,p.85)

Padre Fernando ficou em Ribeirão Pires até março de 1957. Ele deixou registrado no livro tombo a seguinte mensagem; "Em janeiro, durante o santo retiro recebi a noticia de minha transferência para outro trabalho. Preocupado com isso, procurei liquidar todas as dívidas da Matriz e acelerar os trabalhos da capela Nossa Senhora Aparecida de Ouro Fino. Com demonstração de simpatia e carinho por parte do bom povo, parto para a Itália e deixo Ribeirão Pires. 23/03/1957. Pe. Fernando Seperzagni" (1L Tombo, p.87).

Com a saída do Pe. Fernando tomou posse em julho daquele mesmo ano, como pároco, o Pe. Maximiliano Sanavio, permanecendo apenas 7 meses na função.

Neste período entre a saída do Pe. Fernando e a posse do Pe. Maximiliano, chegou a Ribeirão Pires, o jovem Padre Alcides Zanella permanecendo como vigário apenas 4 meses quando foi transferido para São Bernardo do |Campo. Em outubro daquele ano, com a saída do Pe. Alcides, veio para nossa cidade, em seu lugar, o também jovem padre Reinaldo Scrocaro que era um padre moço cheio de entusiasmo e de piedade e bem preparado nos estudos, ficando um ano como vigario.

Com a saída do padre Maximiliano, foi sugerido pelo Bispo à congregação que enviasse a Ribeirão Pires para ser o seu pároco o padre Alcides Zanella que tomou posse como pároco no dia 8 de março de 1958 com a presença do senhor Bispo Diocesano.

O Padre Alcides, no seu primeiro mandato como pároco permaneceu na Matriz até junho de 1961. Ele deixou registrado no livro tombo a seguinte mensagem de despedida: Acabando o meu mandato de vigário desta paróquia, contente por ter avizinhado os fiéis à Santa Missa dominical, comunhão diária e, o que mais me alegra é ter conseguido um belo grupo de homens à comunhão freqüente e às nove primeiras sextas-feiras do mês e ter atendido as capelas e grupos escolares com a catequese semanal. Agradeço a Deus estes três anos passados e Ribeirão Pires, onde aprendi a amar as almas e a Pia Sociedade e perdão pelas faltas cometidas" (1L Tombo, p.95).

No ano de 1961, no mês de abril, a nossa paróquia recebia o Pe. Fulvio Patassini como vigário paroquial.

No período em que Pe. Alcides permaneceu em nossa Paróquia, ele conquistou a amizade e o carinho do povo da cidade. Muito comunicativo e com seu jeito gaúcho, conquistava não somente mais almas para a Igreja, mas também participação ativa dos fiéis nas pastorais.

Logo após a partida do Padre Alcides Zanella no seu primeiro período como pároco, veio assumir no dia 4 de junho de 1961 o Padre Francisco Dodi. Ele foi o responsável por introduzir na paróquia as modificações litúrgicas promovidas pelo Concílio Vaticano II. Esforçou-se ele para dinamizar as associações religiosas tradicionais, o que não foi tarefa fácil, já que nas modificações do Concilio, algo novo começava a nascer, ao mesmo tempo que iam perdendo forças as organizações e associações que tinham dado certo durante tanto tempo.

Padre Francisco, apaixonado pela música, estimulou a participação do coral nas liturgias com cantos litúrgicos belíssimos. Era de sua composição alguns dos hinos que eram cantados pelo coral.

Foi ele também o responsável pela construção da atual fachada da igreja Matriz, que foi inaugurada na festa de São José no ano de 1964 pelo Bispo Diocesano Dom Jorge Marcos de Oliveira. Naquele mesmo ano, no mês de agosto, foi iniciada a construção da Capela Nossa Senhora de Fátima de Vila Sueli, num terreno doado pelo prefeito Santinho Carnavale.

Padre Dodi permaneceu em Ribeirão Pires até o dia 14 de fevereiro de 1965, deixando muita saudade pelos seus exemplos e pelas suas realizações. Como prova de gratidão ele recebeu do povo um novo cálice. Com a sua saida, no período de 1965 até 1968, assumiram como párocos os Padres Secondo Guerino Zago, Artemiro Brugnarotto e Mario Rimondi. Como vigários, neste período tivemos as presenças dos Padres Fulvio Patassini, Santo Bernardi Junior, Carlos Verri e Artemiro Brugnarotto, que assumiu como pároco até a chegada de Pe. Mario.

Foi neste período que foi criada a Paróquia de Santana e também a comunidade de Santa Rita, no Bairro Bertoldo. O primeiro pároco a assumir a Paróquia de Santana foi o Pe. Bento Karlstat, padre holandes que rezou sua primeira missa naquela comunidade nos dia 9 de outubro de 1966 quando tomou posse, na presença do então bispo diocesano D. Jorge Marcos de Oliveira e do Padre Zago.

A comunidade de Santa Rita começou com a reunião de bons fiéis da Vila Conceição, Vila Prisco e Jardim Boa Sorte, numa capelinha improvisada, na encruzilhada da Rua Santo Bertoldo com Miguel Prisco. O Sr. Mario Zampol doou, naquela época, o terreno para construir a capela, que foi dedicada, a pedido do povo, a Santa Rita de Cássia. A missa naquela capela, era rezada aos sábados a tarde. Posteriormente aquela capela foi transferida para a responsabilidade de Santana, onde permanece até os dias de hoje, muito ativa e participada.

O Padre Zago, que permaneceu entre nós no período de 1965 até agosto de 1967, quando deixou nossa paróquia para assumir o cargo de superior Provincial da Congregação dos Padres Scalabrinianos em São Paulo, foi uma alma boa e generosa que deixou muita saudade para aqueles que tiveram a oportunidade de conhecê-lo melhor e conviver com ele. Era dócil no falar e acolhedor. Tinha uma percepção fabulosa e sempre dispunha de palavras boas e oportunas a cada fiel que o procurava.

Padre Mario ficou em nossa paróquia por apenas seis meses, de agosto de 1967 a 7 de janeiro de 1968. No pequeno período que permaneceu entre nós, Pe. Mario procurou animar as equipes de animação de pais e padrinhos, dar atenção à juventude, introduzir o catecismo nas escolas e preparar as euipes de liturgia quando foi substituido pelo Pe. Alcides Zanella que recebeu a provisão de pároco.

Em novembro de 1968 retornou à Paóquia São José, pela segunda vez como pároco, o saudoso Padre Alcides Zanella permanecendo até fevereiro de 1976.

Já comentamos em números anteriores a trajetória de Padre Alcides. Porém, neste último período em que ficou entre nós, vários acontecimentos importantes ocorreram. Tivemos a construção e inauguração de duas importantes càpelas, as de Vila Sueli, dedicada a Nossa Senhora de Fátima, inaugurada no dia 14 de maio de 1974 e a de Vila Gomes, dedicàda à Nossa Senhora Aparecida, inaugurada no dia 18 de agosto de 1974.

Padre Alcides Zanella, deixou registrado no Livro Tombo o seguinte testemunho acerca da construção da Capela de Nossa Senhora Aparecida: "Foi feita em mutirão pelos operários da vila em 40 dias. Foi feita a procissão com a imagem de Nossa Senhora, bênção da capela. Entrega de crucifixos a 40 homens e crianças que ajudaram na construção da capela. Foi um entusiasmo. Eu, padre Alcides, rezei missa e acompanhei os trabalhos durante os 40 dias; para a construção da mesma foi tirado dinheiro da Igreja matriz e colaboração do povo da Vila (1L Tombo,p.126).

Como é de se notar Pe. Alcides era um entusiasta no desejo de ver em todas as vilas um sinal da Igreja Católica. Recorda-se aqueles que tiveram a felicidade de conviver com ele que o mesmo tinha por hábito sondar os locais onde seria ideal construir uma capela, em cada vila que passava, deixando no terreno desejado uma medalhinha de Nossa Senhora, confiando à sua poderaosa intercessão a graça de ser contruida no local uma capela. Talvez, em função deste hábito é que temos na maioria das comunidades a dedicação à Mãe de Deus.

Neste período, com o advento do Concilio Vaticano II, os movimentos leigos tiveram uma grande ascenção. Padre Alcides teve um especial carinho por apoiar esta nova fase da Igreja dando todo o apoio aos movimentos como o Cursilio de Cristandade e o TLC – Treinamento de Jovens Cristãos. Muitas sementes foram lançadas com estes dois movimentos e temos, até hoje, líderes nas comunidades que iniciaram sua trajetória cristã participativa através destes grupos.

No dia 22 de novembro de 1974, numa viagem à Aparecida do Norte, Padre Alcides sofreu um acidente junto com o motorista Roberto Mozelli perto de Guaratinguetá na Via Dutra. Mesmo fraturado, ele não abdicou seu sacerdócio, e mesmo durante o resgate dos acidentados, fazia questão de posicionar-se como tal. Pelo seu carinho, dedicação e amizade constuida, teve o apoio de vários paroquianos que puseram-se ao seu lado durante a convalescença.

No dia 22 de fevereiro de 1976, Pe. Alcides deixou nossa paróquia, sendo transferido para Rudge Ramos, quando assumiu como pároco de nossa paróquia, num período transitório de 7 meses o Pe. Francisco Doddi.

Nossos Padres

Nasceu na cidade de Campos Novos, estado de Santa Catarina, aos 28 de julho de 1978.
Aos 14 anos entrou no seminário da Congregação dos Missionários de São Carlos. Em janeiro de 2001, fez os primeiros votos religiosos. Ao concluir seus estudos, foi ordenado sacerdote em 29 de janeiro de 2005.
Sua vida missionaria teve inicio como diretor da casa de acolhida em Cuiabá-MT. Em 2006, foi destinado para a cidade de Lima, Peru, onde atuou como vigário paroquial e colaborador no seminário. Em 2008, foi trabalhar em Arica, Chile, na pastoral migratória. Em 2010, atuou como vigário no Rio de Janeiro-RJ. De 2011 a 2013, vigário em Vicente de Carvalho, Guarujá-SP.
Voltou novamente para Cuiabá-MT onde atuou como vigário paroquial em meados de 2013. Em 2016 foi destinado a trabalhar com a animação vocacional e juvenil nos três estados do Sul, tendo residência em Passo Fundo-RS.
Em janeiro deste ano foi destinado a ser pároco na Paroquia São José de Ribeirão Pires-SP. tomou posse em 21 de fevereiro de 2019 e desde então está em nossa paróquia.

Nasceu na periferia da Zona Sul de São Paulo, no dia 29 de dezembro de 1983. É filho caçula de Antônio e Fátima, ambos naturais do Ceará. Servindo na Liturgia e fazendo parte do Grupo de Jovens um sua Comunidade, se sentiu chamado ao sacerdócio. Após um dicernimento vocacional com os missionários scalabrinianos, entrou no Seminário Menor (Ensino Médio) no ano de 2001, no Paraná. Em 2014 retornou para o Estado de São Paulo para fazer o Propedêutico. No ano seguinte iniciou os estudos de Filosofia em Curitiba. Do ano 2008-2009 realizou as etapas do Postulado e do Noviciado, professando os votos religiosos no dia 31 de maio de 2009. Foi destinado para estudar Teologia em Roma. Após o bacharelado realizou o Ano Pastoral na Cidade do Cabo, África do Sul, nas comunidade de língua portuguesa e italiana. De regresso a Roma concluiu os estudos em Teologia Pastoral, professou os votos perpétuos e foi ordenado diácono em 2014. No dia 06 de setembro de 2015 foi ordenado sacerdote em sua comunidade de origem, na Periferia de São Paulo. Escolheu como lema de sua ordenação a passagem bíblica: “As raposas têm suas tocas e as aves dos céus têm seus ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça” (Mt 8,20). Um mês depois partiu em missão para os EUA, onde serviu numa paróquia partilhada, isto é, atendendo as comunidades americana, italiana, hispana e brasileira, na região de Boston. Depois de três anos regressou ao Brasil, e em janeiro de 2019 foi destinado a servir em nossa Paróquia. E nos deixa a seguinte mensagem: “Estou muito contente e animado para desempenhar para e com vocês o meu ministério sacerdotal dentro do nosso carisma scalabriniano, que é caracterizado pela acolhida e hospitalidade aos migrantes. Que o Bem-aventurado João Batista Scalabrini e São José, nos sirvam de modelo e sejam os nossos intercessores.”

Natural de Guaporé, Rio Grande do Sul, nasceu em 16 de agosto de 1927, onde cursou o colegial, filosofia e teologia. Bacharelou-se em direito e tem diploma de administração hospitalar, entre outros. Ordenado sacerdote, trabalhou no Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Mato Grosso, quando se dedicou a cultura indigena. É autor de dois livros e está em nossa paróquia desde 2006.





Notícias

Estamos em Sínodo

07/10/2019

O tema do Sínodo, que iniciou ontem e se estende até o dia 27 de outubro em Roma é “Amazônia: Novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral”O que é um Sínodo? É uma assembleia convocada pelo Papa, com representantes da Igreja de todas as partes do mundo, que tem por objetivo refletir sobre alguma realidade que envolva a Igreja toda. Já tivemos Sínodos sobre os jovens, sobre as famílias, fé, evangelização, missão dos leigos, formação dos sacerdotes, vida consagrada, Eucaristia, sobre a Palavra de Deus e outros mais.

Este Sínodo, antes mesmo de começar, provocou na sociedade diversas reações, sejam elas positivas como contrárias à sua temática. O pano de fundo de toda a reflexão sinodal não é a invasão da Amazônia, como pregam alguns, e muito menos a discussão sobre ordenação ou não de homens casados. A preocupação deste Sínodo é com a defesa da vida de nossas florestas e como atender pastoralmente melhor aqueles povos desprovidos de uma assistência eclesial mais assídua.

O Papa Francisco pede que a Igreja não fique fechada em si mesma, mas que vá ao encontro dos menos favorecidos para integra-los à comunidade. A região Amazônica, que não compreende somente o Brasil mas sim sete países, ultimamente tem sido caminho de entrada de milhares de migrantes, sobretudo haitianos e venezuelanos. Como atendê-los? Como integrá-los? São desafios para aquela igreja local. Como também são desafios a integração dos povos originários, não desprezando suas culturas e costumes, mas integrando aos nossos valores cristãos.

Infelizmente, até mesmo dentro de nossa Igreja, há severas críticas ao Sínodo, sem de fato ter uma compreensão verdadeira do que ele se propõe a discutir. Como alguém pode dizer em redes sociais ser algo diabólico e herético se o que se quer é a garantia da defesa da vida? Se não defendermos nosso planeta, sua preservação como garantiremos o futuro das próximas gerações? E quanto à assistência religiosa, porque não se pode discutir como a Igreja estar mais presente no dia a dia daqueles povos ribeirinhos? Não é porque eu tenho acesso à comunidade perto de minha casa que não deva pensar naqueles povos que não tem assistência devido à sua localização geográfica. A quem servem estas críticas? Recordemos as próprias palavras de Jesus no Evangelho de Mateus (12, 25): “Jesus, porém, conhecendo os seus pensamentos, disse-lhes: Todo o reino dividido contra si mesmo é devastado; e toda a cidade, ou casa, dividida contra si mesma não subsistirá”.

Temos que ter o cuidado de não propagarmos em nossos grupos ou contatos, sem a devida reflexão, qualquer coisa que recebemos nas redes sociais. As redes são excelentes modos de evangelizar, mas um sentido crítico é sempre necessário para não semearmos inverdades.

O que cabe a cada um de nós? Rezemos para que este Sínodo seja guiado pelo Espírito Santo. Ele é quem guia os caminhos da história. Que o que for discutido e proposto seja por inspiração da Santíssima Trindade. Deus abençõe a caminhada de nossa Igreja

Pe. Ricardo José Guesser,cs

Pároco

 

Oração do Sínodo

 

Deus Pai. Filho e Espirito, Iluminai com vossa graça a Igreja que está na Amazônia. Ajudai-nos a preparar com alegria, fé e esperança o Sínodo Pan-Amazônico: “Amazônia: novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral”.

Abri nossos olhos, nossa mente e coração para acolhermos o que vosso Espírito diz à Igreja na Amazônia. Suscitai discípulas e discípulos missionários, que, pela palavra e o testemunho de vida, anunciem o Evangelho aos povos da Amazônia, e assumam a defesa da terra, das florestas e dos rios da região, contra a destruição, poluição e morte.

Nossa Senhora de Nazaré, Rainha da Amazônia, intercedei por nós, para que nunca nos faltem coragem e paixão, lado a lado com vosso filho Jesus. Amém!

 

Atividades da Catequese movimentam nossa Comunidade

30/09/2019

Neste último final de semana, 28 e 29 de setembro, aconteceram atividades referentes à catequese a nível diocesano, regional e paroquial.

No sábado tivemos, na praça em frente a Igreja Matriz São José, a 3ª Feira Bíblica promovida pela Regional da Catequese. Foram significativas as apresentações, o envolvimento dos catequistas, catequisandos, familiares e povo em geral que prestigiaram o Evento. O clima frio e chuvoso não impediu que o evento fosse um sucesso.

No domingo, teve o encontro dos Cerimoniários, Acólitos e Coroinhas, nas dependências do complexo Ayrton Senna. Crianças, adolescentes e jovens que dedicam-se à comunidade no serviço do altar.

E, por fim, na comunidade Beato João Batista Scalabrini, estiveram reunidos para um dia de Retiro, os catequisandos adultos que se preparam para os Sacramentos da Iniciação Cristã. Meus agradecimentos aos catequistas, ao pessoal dos serviços, à coordenação da comunidade, aos familiares dos catequisandos que se fizeram presentes no almoço, na reflexão da tarde e na Celebração. 

É muito gratificante ver as famílias envolvidas nas atividades da catequese. É uma caminhada que se complementa entre a Igreja, com a dedicação dos catequistas, e a familia que tambem forma na fé e nos valores do Reino.

Que Deus siga abençoando nossas atividades e que tenhamos sempre mais sabedoria para iluminarmos a vida das crianças, adolescentes, jovens e adultos em seu caminho cristão.

Meu obrigado a todos e votos de uma exitosa caminhada. Cada atividade desenvolvida nos fortalece e enriquece nossa vida de fé.

Pe. Ricardo José Guesser,cs

Pároco

JUVES 2019, nossa Gratidão

23/09/2019

Neste último final de semana, 21 e 22 de setembro, tivemos a oportunidade de sediar em nossa Paroquia mais um encontro da JUVES (Juventude Scalabriniana). Recebemos aqui mais de cem jovens provenientes das paroquias scalabrinianas de Jundiaí, Igreja da Paz em São Paulo, São Bernardo do Campo, Santo André, Vicente de Carvalho - Guarujá e os jovens de nossa comunidade. Ao todo, 170 jovens, se envolveram nas atividades propostas e fizeram a diferença.

São muitos os agradecimentos que quero externar:

- Aos religiosos do Seminário João XXIII de São Paulo, Seminaristas de Jundiaí; Irmas Scalabrinianas, Missionária Secular Scalabriniana, Irmãs Filhas de São José: toda a parte religiosa, celebrativa e formativa do encontro esteve a cargo deste grupo que preparou e dinamizou a  espiritualidade vocacional e scalabriniana.

- Aos casais da pastoral vocacional e a toda a equipe de cozinha e trabalhos externos que deixaram suas familias, seu descanso, para proporcionar aos jovens o alimento e a ambientação para o encontro.

- aos membros da Associação de Prevenção, Atendimento Especializado e Inclusão da Pessoa com Deficiência, a APRAESPI, que possibilitaram a nossos jovens um contato com as crianças e com as famílias lá assistidas.

- Á Equipe Missionária de nossa paroquia que, somando-se com as Coordenações e membros das comunidades Da Valentina, Marquesa e Noblesse, fizeram visitas missionárias nas famílias dos bairros.

- Meu agradecimento especial a todas as famílias que abriram suas portas para acolher os jovens no sábado a noite. Com certeza foi um momento rico de troca de experiências e conhecimentos.

- Às empresas de Onibus Opinião e Rigras, pela disponibilidade dos ônibus para o transporte de nossos jovens às missões nas comunidades.

- Á Direção e funcionários do Colegio Estadual Ruth Neves Sant' anna, por toda a infra estrutura cedida para que o evento pudesse ser realizado.

- À todos que de alguma forma colaboraram para o bom êxito de nossa atividade. À pastoral da comunicação que transmitiu as celebrações.

De tudo o que foi realizado ficam vários ensinamentos. Como é bom levar os jovens ao contato com realidades diferentes, como é bom acolher em nossas casas pessoas diferentes, como é bom sacrificar ate mesmo o descanso merecido para proporcionar aos jovens uma alimentação e uma acomodação que favoreceu às atividades.

Para nossos jovens de Ribeirão Pires fica o desafio de formarmos nosso grupo de jovens, de trazermos outros jovens, de darmos mais protagonismo a nossos jovens em nossas atividades paroquiais.

Que o Bem Aventurado João Batista Scalabrini, abençõe a todos nossos jovens e a todas as pessoas que se envolveram nesta atividade.

Pe. Ricardo José Guesser,cs

Pároco

 

 

Sejamos Família

12/08/2019

A família como vai? Esta pergunta é o tema da semana da família deste ano que a Igreja propõe como reflexão. Cada um de nós, tem uma experiência de família diferente. E refletir em comunidade ou em grupos, fortalece sempre nossa compreensão e valorização da própria família.

Desde quando fomos concebidos, já somos parte de uma família. Vamos crescendo trazendo marcas, tradições, valores e costumes próprios daquele ambiente familiar. Com certeza nem tudo são rosas em nossa convivência, mas é no berço familiar que temos nossas maiores experiências de amor.

Aqueles que mais amamos são aqueles também que mais machucamos e são aqueles que mais nos machucam também. Tudo isso porque? Pareceria ser contraditório, não é? Tudo isso porque nas relações familiares há muito amor. Uma palavra dura de um familiar tem muito mais peso do que a dita por alguém de fora.

Vivemos numa era marcada pelo individualismo, onde o “nosso” deu lugar ao “meu”. Até bem pouco tempo atrás, a linguagem familiar era o “nosso carro”, “nossa televisão”, “nosso computador”, “nosso espaço”. Hoje, a linguagem passou para “o meu carro”, “ a minha televisão”, “o meu computador”, o “meu espaço”.

Como manter então a família neste contexto tão complexo? É preciso resgatar a alegria e o sentido de estarmos juntos. Deixar de lado, nem que seja por alguns momentos, meus programas e minhas inquietudes para partilhar com aqueles que fazem parte de minha casa. Saber “perder tempo” com os familiares. Uma boa conversa, um bom passeio, recordar a infância, recordar pessoas que já não estão mais conosco, recordar fatos marcantes... tudo isso gera maior empatia, maior sintonia e maior alegria de pertencer e estar junto aos familiares.

Hoje em dia, é comum criarmos grupos de família no WhatsApp. Lá colocamos fotos, recordamos histórias, brincamos, noticiamos coisas boas ou não, pegamos no pé daquele primo distante..enfim, de certa forma, convivemos com aqueles que há tempos não vemos. Mas e com aqueles que vemos todos os dias? Tenho dado tempo para uma conversa, para uma escuta atenta, para um momento de lazer juntos?

Acredite que você é capaz de ajudar a sua família ser melhor. Confie que o primeiro passo quem deve dar é você mesmo.  Viva bem, celebre a família que Deus te colocou e seja uma pessoa de família. Sua familia será melhor ou pior a partir de seu engajamento. Você pode fazer mais e melhor.

Pe. Ricardo José Guesser,cs

Pároco

Semana da Família: venha participar conosco

06/08/2019

No mês de agosto, mês vocacional, ocorre a semana da familia. Uma oportunidade para refletirmos sobre a realidade de nossas familias. Momento importante para reunir nossa familia paroquial e celebrar nosso ser familia, percebendo os desafios que enfrentamos em nosso dia a dia no convivio familiar.

O tema da Semana Nacional da Família 2019 (Hora da Família) é um resgate à nossa própria consciência. Um questionamento que exige de cada um de nós uma explicação ou um testemunho eficaz de como vai a nossa família hoje. Mas, para responder se a nossa família vai bem, é necessário saber a sua natureza, a que vocação ela é chamada. No Evangelho de Mateus, os fariseus questionam Jesus se é lícito separar-se da esposa e porque Moisés permitiu o divórcio. Ele responde, então, que “no princípio não era assim”(Mt 19,4). Mas como era no princípio? O “Hora da Família” deste ano quer lembrar aos fiéis que existe uma Boa Nova no enlace de um homem e de uma mulher na fundação de uma família.

Nesta intenção queremos convidar a todos vocês a participarem conosco nas diversas atividades programadas para esta semana. Sem duvida todos somos familia, provenientes de uma família. Não temos a família perfeita, mas temos a responsabilidade de fazer de nosso lar um ambiente fraterno, onde se vivam os valores e os princípios do Evangelho. A programação para esta semana é a seguinte:

Dia 06 (terça feira) Família e Iniciação à vida Cristã - Comunidade Santa Cruz - 20 HsFam

Dia 07 (quarta feira) A realidade da família Contemporânea - Comunidade Scalabrini - 20 Hs

Dia 08 (quinta feira) Família, vocação e Juventude - Comunidade Noblesse - 20 Hs

Dia 09 (sexta feira) Hora Santa  Diocesana - Catedral em Santo André - 20 Hs

Dia 11 (domingo) Abertura Nacional da Semana da Familia - Matriz Sao José - 10 Hs

Dia 12 ( segunda feira) Familia e politicas publicas - Valentina - 20 Hs

Dia 13 (terça feira) Matrimônio e familia no plano de Deus - Marquesa - 20 Hs

Dia 14 (quarta feira) Terço dos Homens com as Familias - Matriz São José - 20 Hs

Dia 15 (quinta feira) Missa e Adoração - Matriz São José - 19 Hs

Dia 16 (sexta feira) missa das familias, seguido de palestra - Matriz São José - 19 Hs

Dia 17 (sábado) Gincana das Famílias - Matriz São José - das 09:00 às 13 Hs

Dia 18 (domingo) Missa de Encerramento da Semana da Familia - Matriz São José - 18 Hs.

Venha participar conosco destes momentos de partilha, reflexão e celebração. Sua presença vai enriquecer nossos encontros.

Nosso agradecimento à Pastoral Familiar e a todos que estão preparando este itinerário.

Pe. Ricardo José Guesser,cs
Pároco

Agosto: Mês Vocacional: Há um caminho a seguir

02/08/2019

Mês de agosto, mês das vocações, mês que a Igreja no Brasil privilegia uma reflexão acerca do chamado que Deus faz a cada pessoa para sua realização e felicidade.

O que é a vocação? uma vez chamados à vida através de nossa concepção, Deus continua nos chamando. Nos chama à vida cristã através do Batismo. O batizado nos insere na caminhada de comunidade. Nos torna membros de uma grande família, a família dos seguidores de Cristo. 

Mas o chamado de Deus não para por aí. Deus segue chamando cada ser humano a cumprir uma missão especifica no mundo. O chamado de Deus sempre é pessoal. Deus reserva a cada ser humano um caminho, respeitando sempre a liberdade e o direito de escolher.

Como será que Deus nos chama? E a que Deus nos chama? Ele não tem um dia certo, um momento especifico, uma forma única. Seu chamado se dá através de acontecimentos, de uma boa leitura, de uma reflexão, de uma bonita celebração, de uma musica, de um conselho de alguém. Ou seja, Deus usa de pessoas e acontecimentos para nos alertar que é preciso fazer escolhas na vida. E a que Ele nos chama? Alguns são chamados a dedicar sua vida na missão SACERDOTAL. Tornar-se padre para servir a comunidade. Abrir mão de constituir uma família para estar mais disponível à comunidade a ele designada. A outros chama para o MATRIMÔNIO, constituir uma família, gerar novas vidas e construir um lar pautado nos valores do Evangelho. A outros chama para uma missão na vida RELIGIOSA. Deixarem tudo, abraçarem um carisma e doarem sua vida em prol dos irmãos. Por fim, o chamado a servir na comunidade. OS LEIGOS são chamados a colaborar nos diversos serviços presentes em cada comunidade cristã.

As opções vocacionais nos são dadas por Deus e esperam por nossa adesão e compromisso. Que Deus nos ajude em nossas decisões, não tenhamos medo dos desafios de cada chamado. Eles são o caminho para nossa santificação e para chegarmos a Deus.

Durante este mês diversas atividades estão sendo pensadas em nossa Paroquia para nos recordar este chamado e a necessidade de nossa resposta. Acompanhemos e rezemos uns pelos outros. O Senhor conta conosco!!! Coragem e ousadia. Que Deus nos guie.

Pe. Ricardo José Guesser,cs

Pároco

1º Domingo de Agosto: Dia do Padre

02/08/2019

Neste primeiro domingo do mês de agosto, mês vocacional, comemoramos o dia do sacerdote. Quem é o padre? Um homem escolhido por Deus do meio da comunidade cristã para doar de si mesmo à própria comunidade.

O chamado para ser padre é um presente de Deus. Confia a este homem a grande tarefa de acompanhar, guiar e caminhar com a comunidade cristã. Ele não é um aventureiro que da noite para o dia torna-se padre. Se prepara para exercer a missão. Passa anos e anos estudando, fazendo experiências nas comunidades para melhor servir.

Obviamente que o acompanha sempre sua própria humanidade, ou seja, seus defeitos, seus limites. Não esperemos um padre perfeito. Sabemos que o padre perfeito não existe. Ele é um cristão como nós. Também ele está a caminho, também ele está buscando a Deus.

O Papa Francisco nos recorda que “O padre é o homem do dom, do dom de si, todos os dias, sem férias e sem pausa. Porque a nossa, queridos sacerdotes, não é uma profissão, mas uma doação; não é um trabalho, mas uma missão”.

Em nome desta missão, o padre deixa família, bens, em muitos casos até a própria terra, para levar a outros cantos do mundo a mensagem de Jesus. “O sacerdote é homem de Deus 24 horas por dia, não homem do sagrado quando veste os paramentos. A liturgia seja para vocês vida, não somente rito”.

Os padres do clero diocesano dedicam suas vidas nas missões de sua Diocese. Os padres de Congregação Religiosa, como nós que somos da Congregação dos Missionários de São Carlos, dedicamos nossa vida nos diversos países nos quais a Congregação Scalabriniana está presente com a atenção especial aos migrantes, que é nosso carisma.

Ajudemos nossos sacerdotes em sua difícil missão. Eles podem ser criticados por alguma atitude ou por alguma decisão. Mas antes de uma crítica pesada, ofereçamos uma sugestão, um conselho, uma iniciativa para o bem da comunidade. Se assim proceder, estaremos ajudando não somente ao sacerdote, senão à própria comunidade a ser melhor.

Rezemos para que sejam bons sacerdotes, que sejam pastores de verdade, que sentem o cheiro das ovelhas como nos diz o papa e que se dediquem a evangelizar não somente com as palavras, mas com as atitudes de um bom pai.

Rezemos também pela perseverança de nossos seminaristas e pelo surgimento de novas vocações à vida sacerdotal. Cada vez são menos os jovens que manifestam o desejo de serem sacerdotes. Motivemos nossos jovens, mostremos a beleza desta vocação.

Pe. Ricardo José Guesser,cs

Pároco

Nota de pesar...um amigo, um irmão na fé que vai para junto do Pai.

27/07/2019

Em nome de toda a paróquia São José, externo nesta nota nossos sentimentos à familia do senhor Joel Maziero, que na manhã de hoje partiu deste mundo para junto do Pai.

Tive a oportunidade de conhecê-lo logo ao chegar na Paróquia e percebi nele aquela pessoa comprometida, disposta, correta e atenciosa com todos aqueles que dele se aproximavam. 

Juntamente com o padre João, estive dias atras em sua casa, fazendo uma visita. Naquela tarde nos disse " sinto padres, que minha hora está chegando". Foi uma afirmação forte mas, ao mesmo tempo, muito serena. Aquela mesma serenidade de São Paulo que diz:

" Mas tu, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério.
Porque eu já estou sendo oferecido por aspersão de sacrifício, e o tempo da minha partida está próximo.
Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.
Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda". (2Tm 4, 5-8)

Todas as pessoas que encontrei hoje disseram a mesma coisa sobre o senhor Joel. Que este homem de bem de fato combateu o bom combate, acabou a carreira e guardou a fé.

Nossas condolências à familia, de modo especial sua esposa e filhos, e nossa oração neste momento de dor e esperança.

Com estima, em nome dos padres e da comunidade

Pe. Ricardo José Guesser, cs

Pároco

2 Timóteo 4:5-8

Nossa Senhora do Carmo, intercedei a Deus por nós

16/07/2019

Nossa Senhora do Carmo é uma devoção que surgiu em um contexto de perseguição, especificamente de perseguição religiosa sobre uma congregação que nasceu no monte Carmelo, de onde provém o nome Carmelitas

No século XIII, durante as Cruzadas, São Simão juntou-se a um grupo de eremitas no Monte Carmelo durante uma peregrinação à Terra Santa. Em 1.247, ele foi eleito o 6º superior geral dos carmelitas, na Inglaterra. No entanto, a ordem teve dificuldade em ganhar aceitação geral e sofreu muita perseguição e opressão do clero secular e outras ordens que levaram os monges a recorrerem à Santíssima Virgem no ano de 1.251.

No domingo, 16 de julho de 1.251, quando São Simão se ajoelhou em oração, Nossa Senhora apareceu a ele, segurando o Menino Jesus em um dos braços e um Escapulário Marrom no outro. Ela proferiu as seguintes palavras: “Este será o privilégio para você e para todos os carmelitas, que qualquer pessoa que morra nesse hábito será salva.”

O escapulário, claramente, não é uma permissão para pecar com a justificativa de que a Virgem prometeu o céu para aquele que simplesmente o usar. Esse tipo de pensamento, no fundo, manifesta uma fé ainda muito pouco madura, meio supersticiosa inclusive. Essa não é a nossa fé. O que quer dizer então esse sinal? Ele quer ser a manifestação de uma vida que tem a confiança posta em Deus e em Nossa Senhora.

Todos passamos por momentos de tribulação. Pode que sejam mais fortes ou menos fortes, o certo é que sozinhos não podemos levar uma vida santa, não podemos conferir nós mesmos o sentido para nossas vidas, não podemos suportar o sofrimento que parece não ter sentido e, menos ainda, podemos suportar as perseguições que nos fazem por tentar viver uma vida cristã. Por isso, a devoção à Virgem do Carmo, nos recorda mais uma vez que em todos os momentos estamos chamados a colocar nossa esperança em Deus, a confiar em sua presença no meio de nós mesmo que seja por vezes velada. A Virgem do Carmo nos chama a colocar seu filho no centro de nossas vidas para que no mar agitado da vida não percamos o rumo e cheguemos confiantes à casa do Pai.

HOJE, ÀS 18:30 HS, ESTAREMOS INICIANDO A PROCISSÃO NA CAPELA NOSSA SENHORA DO CARMO, NA RUA GOTARDO BOTACIN, ESTÂNCIA NOBLESSE, SEGUIDO COM A CELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA. VENHA PARTICIPAR CONOSCO DESTE MOMENTO DE FÉ.

Pe. Ricardo José Guesser, cs

Pároco

Comunidade Nossa Senhora do Carmo em Festa

11/07/2019

Para uma comunidade, a celebração de seu patrono ou padroeiro, significa reavivar a identidade, fortalecer a fé e o engajamento nas pastorais, grupos e movimentos da mesma.

Fazemos e somos história. Antes de nós muito se fez e muito se construiu. Conosco, muitas coisas são também realizadas e depois de nós outros farão. Não percamos a identidade e o protagonismo de viver e marcar nossa era.

Nestes próximos dias, nossa comunidade de Nossa Senhora do Carmo, situada na Rua Gotardo Botacin, 540 – Estancia Noblesse – estará celebrando sua padroeira. Oportunidade para seus membros reavivarem sua pertença à comunidade, oportunidade para que conheçamos e participemos de seus festejos.

A programação será em dois âmbitos: religioso e social.

Sexta feira, 12/07 - ENCERRAMENTO DA NOVENA AS 19:00 horas

Terço luminoso – responsável jovens do Crisma

Após confraternização

Sábado, 13/07 – PRIMEIRO DIA DO TRÍDUO com tema MARIA MÃE DA JUVENTUDE – Missa às 19 horas.

Após festa com apresentação do grupo de violeiros do CRI

Domingo, 14/07 – SEGUNDO DIA DO TRÍDUO com o tema MARIA MÃE DOS TRABALHADORES – Missa às 10:30 horas

Após teremos almoço (macarrão, arroz, frango, salada e farofa - valor R

$15,00)

Segunda Feira, 15/07 – TERCEIRO DIA DO TRÍDUO com o tema MARIA MÃE DAS FAMÍLIAS – Missa às 19:00 horas

Após teremos festa

Terça Feira,16/07 - FESTA VOTIVA DE N. SRA. DO CARMO

PROCISSÃO às 18:30 horas

CELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA as 19: 00 horas

Após a comunhão teremos a coroação de N. Sra. Do Carmo pelas crianças da catequese

BÊNÇÃO E IMPOSIÇÃO DOS ESCAPULÁRIOS

BÊNÇÃO DO BOLO

Após a celebração festa

Venha participar conosco e com esta comunidade que vos acolhe e convida.Sua participação é muito importante. Que Nossa Senhora do Carmo abençõe você e sua família.

Pe. Ricardo José Guesser, cs

Pároco